Prefácio
História feita de coragem
Fernando Mitre
Localizar o fato, muitas vezes encoberto, removendo o entulho, separando o acessório do nuclear, capturando o ponto essencial, dimensionando-o e transmitindo-o, no sempre perigoso uso de um instrumento precário: a linguagem.
Neste jogo mortal, o perigo iminente não dá tréguas: é a armadilha da imprecisão, que se espalha por toda parte.
Eu disse jogo mortal? Nada se parece mais com as armas de guerra do que o poder de fogo das palavras. E com uma diferença desconcertante: ao contrário dos artefatos de guerra, as palavras costumam atingir, não só pela precisão, arte dificílima, mas sobretudo pela imprecisão, a forma mais comum de distorção.
É assim que a linguagem expõe claramente suas ameaçadoras fragilidades - que podem se tornar dramáticas, quando um mau atirador assume o enorme poder de selecionar e combinar palavras que serão publicadas. Nem falemos na distorção proposital, quando a precisão de linguagem é buscada para deformar a realidade.
O profissional consciente tem de ser um obsessivo, dia e noite em guarda contra as armadilhas e vícios que rondam seu trabalho. Alguns se sobressaem. Veja este trabalho de Luiz Maklouf Carvalho.
É com grande precisão e responsabilidade que ele entra nesta luta, um desafio que nenhum profissional sério encararia sem tensões, aquele conjunto de sensações que nunca poupa o jornalista de fato consciente, com noção clara de sua força e de sua fraqueza.
Aqui, trata-se de transformar em claras palavras realidades hoje já fugidias - aos olhos até mesmo de muitos que delas participaram -, algo nebulosas, caminhando para o fragmentário, expressas em óticas contraditórias, deformadas por visões excessivamente subjetivas, muitas guardadas com emoção a sete chaves no passado.
É envolvido pela emoção que o sujeito usa e abusa do seu direito natural de modificar o objeto. Haja subjetividade! Camadas de ficção, criadas e recriadas ao longo do tempo - ao ritmo da inevitável dança das palavras que vâo se acumulando em densas muralhas protetoras - têm o poder quase mágico de sepultar o fato, ou fazê-lo dormir, bem defendido, sacralizado às vezes. Ir resgatá-lo é típico trabalho de escavação que não se faz numa única fase. Muito menos sem dor.
Antes, o trabalho de campo. Grandes áreas minadas, à frente. Fantasmas desfocados dançam nas memórias, numa espécie de final de processo de desconstrução. É preciso reconstruí-los no tempo, devolver-lhes a carne e o osso e colocá-los como personagens reais num cenário real. Recapturar a realidade que não se entrega facilmente. Quer resistir. Trabalho para repórter de verdade.
O duelo com a realidade distorcida se dá em vários níveis. O simplesmente declaratório está longe de atender à mais modesta das exigências de um repórter. No entanto, é tão comum essa maneira fácil e precária de exercer a atividade de colher informação. É o que mais se vê: o vai-e-vem da pergunta-resposta sem pesquisa prévia, sem trabalho de campo aprofundado, virtudes raras na arte (falsamente fácil) da entrevista. Quando aparecem, não deixam dúvidas. Como aqui, quando o repórter inicia a entrevista já tendo confirmado uma informação sepultada há anos em algumas poucas memórias, o que lhe permite escrever com segurança, logo no começo do livro:
"Essa doce senhora que me conta seus segredos de guerra não tem a menor idéia de que a próxima pergunta vai pegá-la inteiramente de surpresa..."
Ou, quando a pesquisa desce a detalhes que enriquecem a seqüência narrada, mostrando, por exemplo, uma personagem comprando cuecas vermelhas que facilitassem a Lamarca o disfarce de cabelereiro gay.
Ou ainda, quando só mesmo a apuração minuciosa de dados permite uma narrativa tão consistente, como o momento em que os guerrilheiros do Araguaia descobrem que os sinais de presença do Exército indicavam a hora da luta.
Assalte-se qualquer um dos 78 capítulos do livro - cada um deles centrado em personagem e história reconstruídos com pontaria precisa - e a rendição se torna inevitável diante da força narrativa alimentada pelo dado consistente e conjugada com o ouro puro que vem da entrevista consequente, reveladora, humana.
Assim nasce o texto que, ao esmiuçar personagens e episódios, nos oferece incursões por um caminho sofrido e abafado: uma espécie de via-sacra de mulheres extraordinárias, na sua maioria, dotadas de coragem e generosidade raríssimas. Mas humanas. (Ou, se se preferir: por isso mesmo, humanas.)
Essa dimensão é captada no seu todo. E, para captá-la, mostra-se (mostrou-se) necessária, entre tantos instrumentos essenciais ao jornalista, o que talvez seja sua qualidade primeira: a coragem.
O texto que se segue narra, portanto, em todos os sentidos,
uma história feita fundamentalmente de coragem, que atua de maneira
especial sobre estas duas faces indissociáveis: ao alimentar seu
conteúdo, acaba inspirando sua forma.
Introdução
Parece que foi ontem
Luiz Maklouf Carvalho
Este livro joga luz no período mais escuro da história do Brasil - o da luta armada contra a ditadura militar (1964/1984). Ele ocorreu, com ascensos e descensos, entre 1968 e 1974, quando um bom punhado de militantes da esquerda revolucionária, a maioria jovens, e boa parte mulheres, somou, à arma da crítica, a crítica das armas. Não deu certo, como fazia sonhar a famosa formulação de Marx ("a arma da crítica não pode substituir a crítica das armas, porque uma força material só pode ser derrotada por outra força material"), mas marcou a pátria para sempre.
A contar de 68, lá se vão 30 anos. Dá tempo de ter filhos, plantar árvores e escrever livros - mas a verdade, para os que participaram da guerra, e foi uma guerra, é que o tempo não historizou-se, não cicatrizou as feridas, não apascentou as almas. Parece realmente que foi ontem - e continuará a ser assim enquanto houver os muitos segredos que ainda há. Refiro-me aos segredos militares (ainda protegidos pelo Estado), mas, também, àqueles que continuam a ser mantidos por dirigentes e militantes do período.
Alguns deles - e não tão poucos - vão ser contados nas páginas que se seguem, pelas mulheres a quem entrevistei. Fazê-las falar - foi esse o meu papel, repórter que sou. Falar num gravador, às claras, longamente, sem discurso vazio, nomes fictícios ou tergiversações. Nunca foi fácil - muitas foram às lágrimas - mas restou, ao que creio, uma história real do cotidiano da guerrilha. Duríssimas histórias. O mais foi trabalho de pesquisa nos inquéritos e processos, na mídia, e em boa parte dos livros publicados a respeito. É o relato de um repórter - e não um estudo crítico sobre a esquerda brasileira.
Evitei interrupções áridas sobre o contexto histórico mais geral do período. Creio que vai se colocando por si só no fluxo narrativo. Já há muita literatura sobre o tema em geral - como se pode ver na bibliografia - mas importa dizer, simplificadamente, que o começo de tudo está no golpe militar de 31 de março de 1964, quando uma conspiração bem articulada entre militares e civis derrubou pela força o governo constitucional do presidente João Goulart. Desde então o país passou a ser governado pelo estamento militar radicalmente anticomunista. Em nome da chamada "segurança nacional" os novos ditadores suprimiram as liberdades democráticas, impondo um crescente processo de repressão política-ideológica aos que se lhe opunham.
É praxe estabelecer gradações sobre os governos mais ou menos violentos -- nesse sentido Castelo Branco, Figueiredo e Geisel levariam vantagem sobre Costa e Silva, Junta Militar e Médici - mas o fato é que em nenhum outro momento da história brasileira o poder militar envolveu-se tão de corpo e alma na guerra suja contra seus adversários preferenciais, especialmente aqueles que orbitavam nas organizações de esquerda.
A violência institucional, que estilhaçou o estado de direito, brotou sedenta e poderosa na seqüência imediata do golpe de 31 de março - muito antes que as primeiras ações armadas viessem à luz. Mortes, torturas, prisões em massa e Inquéritos Policiais Militares viciados macularam para sempre os primeiros anos do pós-golpe -- quando parte expressiva das vítimas era de militares oposicionistas, um foco de subversão desmantelado a ferro, fogo e inúmeros "suicídios" misteriosos.
É sabido que a par de enervantes e frouxas tentativas a esquerda brasileira não reagiu pela força ao golpe militar. Houve quem quisesse, houve quem sonhasse, houve quem experimentasse, mas o fato é que não deu. Acirrou-se então a discussão sobre a estratégia e a tática que os partidos revolucionários deveriam seguir. O Partido Comunista do Brasil (PC do B), que desde 62 já definira-se pela luta armada, vai começar a construir a sua guerrilha, a do Araguaia, a partir de 1966.
No Partido Comunista Brasileiro (PCB, o mais expressivo até então) a luta interna será intensa. Sob a pecha de "pacifista" a direção do partido viu as posições se radicalizarem. Ganhou corpo a tese de que era preciso reagir à ditadura através da luta revolucionária armada -- vista, então, dentro de um contexto internacional favorável, onde pontificava a vitoriosa revolução cubana (1959), a independência da Argélia (1962), a resistência vietnamita contra os Estados Unidos da América, as guerrilhas de alguns países latino-americanos, a revolução cultural que começava a varrer o mundo.
Era possível se armar, lutar e vencer - o povo certamente iria aderir - e de repente, quase de uma hora para a outra, à medida em que a ditadura proibia pela força a participação democrática, velhos e novos militantes, por dentro do Partidão ou por fora dele, estavam às voltas com organizações de nomes estrondosamente otimistas: Ação Libertadora Nacional (ALN), Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR), Comandos de Libertação Nacional (Colina), Resistência Democrática (Rede), Movimento de Libertação Popular (MOLIPO).
É nelas e em outras do gênero que as personagens deste livro irão militar e aprender a ser guerrilheiras, a praticar o chamado "terror revolucionário" (a expressão é de Carlos Marighela, o grande líder da ALN), contraponto radical ao "terror reacionário" do governo militar. Foi a experiência mais visceral da vida de todas elas - as vivas e as mortas, mulheres que em determinado momento de suas vidas derrubaram todos os tabus, atingindo o que talvez tenha sido seu momento de maior liberdade.
Boa parte da produção literária-historiográfica a respeito tem privilegiado só uma parte da guerra - a que começa com a prisão. Conta-se, então, com justíssimo sentido denunciatório, a história de como a luta armada foi derrotada, mas varre-se para debaixo do tapete a história verdadeira da luta armada propriamente dita. Há de haver sobejas razões para explicar a supressão quase completa desse outro lado - mas parece que ela consagra, miseravelmente, um defeito grave que certa esquerda continua a cultivar: o medo da verdade. Ou, dito de outra forma, o temor de que a história real ponha por terra algumas mi(s)tificações que se foram construindo ao longo do tempo.
A luta armada não foi brincadeira de aventureiros românticos ou exercício de intransigência e autoritarismo da esquerda - como certas "teses" modernosas parecem achar, quase a pedir perdão. Houve tudo isto, é verdade, mas o que tivemos, a rigor, foi um momento duríssimo de enfrentamento com o Estado militarizado, o mais radical de nossa história moderna. Os números disponíveis, ainda precários, falam por si. Os crimes do Estado contra a esquerda resultaram em 352 mortos, 152 desaparecidos, dois mil torturados, 4.500 pessoas privadas de direitos civis, 10 mil exilados, 50 mil detidos nos primeiros meses pós-golpe, 2.828 sentenciados à prisão pela Justiça Militar, tudo isso sem contar a violência contra os sindicatos, a imprensa, as entidades estudantis e da sociedade civil. A esquerda armada também matou - 134 vítimas, na conta dos militares -, seqüestrou quatro diplomatas, explodiu bombas em quartéis e em um aeroporto, seqüestrou aviões, assaltou bancos, carros, estabelecimentos comerciais. Algumas dessas ações armadas - como o justiçamento de quatro militantes - se incluem na categoria do banditismo e do terror.
É difícil fazer uma conta de chegada sobre a quantidade de mulheres que foram à luta - e mais difícil ainda precisar quantas delas foram à luta armada e/ou estiveram no olho do furacão da guerrilha urbana e rural. No primeiro caso - a militância política de modo geral - os números mais próximos da verdade estão no levantamento feito pelo Projeto Brasil Nunca Mais em 707 processos judiciais militares relativos ao período, 695 dos quais submetidos ao crivo da informática (e, portanto, do cruzamento das informações).
Nesses 695 processos têm-se que 7.367 cidadãos foram denunciados perante a Justiça Militar por atuarem contra a ditadura -- 12% dos quais mulheres, o que nos leva a 884. O Projeto não detalhou quantas dessas mulheres foram denunciadas por ações armadas ou assemelhadas -- mas resta evidente, no manuseio dos processos, que a grande maioria passou o que passou por conta de atividades políticas não violentas.
Num ensaio que escreveu em 1990 para a revista "Tempo Social", do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo, o professor Marcelo Siqueira Ridenti retrabalhou no computador os dados da pesquisa Brasil Nunca Mais, isolando os processos relativos às organizações de esquerda e esquadrinhando a situação das mulheres a ela vinculadas. O ensaio chama-se "As mulheres na política brasileira: os anos de chumbo". Têm-se, ali, que no total de 4.124 processados das esquerdas, 660 eram mulheres (16%). O número sobe para 18,3% quando se toma o conjunto das organizações armadas urbanas. Na maioria dessas organizações, o percentual de mulheres denunciadas ficou entre 15 e 20%. A Ação Libertadora Nacional, por exemplo, teve 76 mulheres processadas (15,4% do total). A Vanguarda Popular Revolucionária 35 (24,1% do total de processados). O Partido Comunista do Brasil 47 (18,1% do total). Mesmo considerando que essa presença estava limitada a alguns Estados - Rio de Janeiro, São Paulo, e algumas capitais do Nordeste - não era pouco para aquela época. É preciso dizer, de todo modo, que o critério utilizado pelo professor leva em conta apenas o caráter da organização - sua definição política pela tática da luta armada -, sem medir o grau efetivo de participação nas ações.
No levantamento que fiz para este livro - rastreando processos e cruzando informações - cheguei a uma relação de 80 mulheres vivas que estiveram realmente envolvidas nas circunstâncias da luta armada. Ou na linha de frente -- assaltando bancos, seqüestrando aviões, expropriando carros, explodindo bombas -- ou na retaguarda, dando apoio logístico a essas atividades e, portanto, correndo risco semelhante ou maior. O Dossiê dos Mortos e Desaparecidos Políticos A Partir de 1964, editado pelos grupos Tortura Nunca Mais de Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro e publicado pelo governo pernambucano (gestão Miguel Arraes, ex-exilado político), dá conta de mais 24 mortas e 20 desaparecidas. Com as 80 vivas que relacionei, somam 124. Talvez cheguem a duas centenas se rastreadas aquelas que se foram sem ninguém saber, a não ser quem as matou, e aquelas que conseguiram refluir, escapar e se fechar em copas.
Neste livro há, somando as vivas e as mortas, uma meia centena de mulheres (e alguns homens) que viveram a roda-vida da luta armada. Não são todas, e nem era esse o objetivo, mas acredito que constituem um universo representativo. A maioria absoluta das entrevistas foi gravada. Evitei estender-me sobre personagens que já foram alvo de livros específicos - como Iara Iavelberg, Carmela Pezzuti, Zuzu Angel, Sônia Moraes Lopes e algumas guerrilheiras do Araguaia. Nesse último caso concentrei esforços para contar em detalhes a história dramática de uma guerrilheira que se entregou para o Exército.
Temas delicados e ainda tabus vão aparecer com freqüência - as próprias ações armadas, o comportamento diante da tortura, a vida afetiva e os muitos casos de amor, os ódios e as intrigas, a presença assustadora e permanente da morte, a ousadia de desafiar um Estado que se achava onipotente e, talvez principalmente, a coragem de sonhar e de tentar materializar o sonho em que realmente acreditaram. Houve erros de estratégia e de tática - como estamos cansados de ler à esquerda e à direita - mas isso diz muito pouco dessa riquíssima experiência histórica. Como diz um poema de Bertold Bretch, citado por Nancy Mangabeira Unger: "Pedimos encarecidamente que não considerem normal aquilo que sempre acontece". As personagens desse livro, cada uma a seu modo, transformaram o pedido numa ordem. A elas, pois.
ÍNDICE
Prefácio de Fernando Mitre
Introdução: Parece que foi ontem
1 - O segredo da VPR
2 - Idalina e o fantasma de Onofre
3 - Renata, a "loura dos assaltos"
4 - Damáris, de Codó para a guerra
5 - Do viúvo Dias
6 - A Moncada que virou mancada
7 - A morte de Markito
8 - Onofre na tortura
9 - O amor na prisão
10 - O sumiço de Onofre
11 - Madalena é cooptada pelo Exército
12 - Do viúvo Dias
13 - Damáris e os torturadores
14 - Conhecendo Denise, a viúva de "Bacuri"
15 - Dulce e Diógenes
16 - Áurea Moreti: a "noiva" do torturador
17 - Do viúvo Dias
18 - O assassinato de Cleide Dal’Olio
19 - Do viúvo Dias
20 - Iara e Heleni
21 - O silêncio de Inês Etienne
22 - Chica: prisão, tortura e suicídio
23 - Lia e Juvenal
24 - Carmem e Darci: sexo no aparelho
25 - Lia não cumpre o pacto de morte
26 - Tercina, a "Tia, e seus quatro maridos
27 - Jovelina
28 - A prisão de Tercina
29 - Proposta indecente
30 - Carmem e Darci fazem as pazes
31 - Do viúvo Dias
32 - Dulce no exílio
33 - Vera Sílvia Magalhães
34 - Do viúvo Dias
35 - Nina e Chiquinho
36 - Do viúvo Dias
37 - Nina no exílio, sem o filho
38 - Lúcia Murat: assalto e salto alto
39 - Do viúvo Dias
40 - As guerrilheiras da ALN
41 - Maria Augusta Thomaz
42 - Depoimento sob pressão
43 - Cida Costa e a queda da Al. Campinas
44 - Do viúvo Dias
45 - Lídia Guerlenda e o "Hotel do Terror"
46 - Linda Tayah
47 - O assassinato de Márcio Toledo
48 - Lídia perde a mão
49 - Linda perde Zé Milton
50 - Aurora e Ísis: amigas até o fim
51 - O filho de Zé Milton
52 - O seqüestro do Dr. Euclides
53 - "Vê se fica vivo!"
54 - Ana Maria Nacinovic
55 - Ana Bursztyn: "Não furtei o Mappin!"
56 - "A finada era terrorista"
57 - Do viúvo Dias
58 - Iara Pereira e o cerco da morte
59 - Gastone Lúcia: morta em tiroteio
60 - Solange e as borboletas negras
61 - "Somos 300 desgraçados": a entrevista do
"Capitão Lisboa"
62 - Iara perde Arnaldo
63 - Jessie Jane: o seqüestro do Caravelle
64 - O azar de Gilney
65 - Nancy Mangabeira Unger: seqüestro
e cartas de amor
66 - Mara Curtis Alvarenga: mãe é mãe
67 - Os sete fôlegos de Sônia Lafoz
68 - Maria do Amparo: três vezes viúva
69 - Lafoz sai da guerra
70 - Zuzu e Sônia Angel
71 - Heleni, Soledad e Pauline: vítimas do "esquema
Anselmo"
72 - Amparo e Iúri
73 - Amparo e Luís José da Cunha
74 - Amparo e Thomaz
75 - Lena no Araguaia
76 - Lafoz e a tragédia de Murilo
77 - O balanço de Nancy
78 - Lena se entrega ao Exército
Bibliografia
Agradecimentos
OU EM LIVRARIAS VIRTUAIS