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Leia o e-mail  de Lurian ao Observatório da Imprensa,
e, abaixo, a resposta do jornalista

CONHEÇA A REPORTAGEM EM DISCUSSÃO

"Resposta a Maklouf

Lurian Cordeiro Lula da Silva
 

Será certo esta revista criticar o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva por ter
vetado o nome do "tão premiado jornalista Luiz Maklouf de Carvalho"? Lula
foi contestado por censurar a liberdade de imprensa, mas quem questiona a
falta de ética do jornalista? Eu, como vítima dele, posso julgá-lo sem
qualquer problema.

Aos que desconhecem a história: em abril de 1989 eu tinha 15 anos, e este
cidadão me procurou usando o nome do assessor de imprensa do meu pai, o
Ricardo Kotscho, dizendo que estava colhendo depoimentos para o livro da
campanha presidencial de 1989 que o PT estava elaborando. Eu morava com a
minha avó, e como nós sabíamos que o Kotscho estava escrevendo um livro da
campanha, ingenuamente caímos no conto desse mau caráter.

Ele ainda teve a cara de pau de sugerir que eu comprasse o Jornal do Brasil
do dia seguinte, que iria sair uma "notinha" sobre o livro.

Qual não foi minha surpresa, no dia seguinte, quando vi que eu era a
manchete do JB, intitulada "A filha que Lula omitia." Gostaria de frisar
aqui que meu pai nunca foi um pai omisso. Desde que nasci recebi seu nome,
e se não o vi antes dos 4 anos foi porque minha mãe não permitiu.
Infelizmente, minha maior testemunha destes fatos faleceu em março deste
ano. Mas ela, mesmo sendo minha avó materna, desmentiu minha mãe e a
imprensa em todos os momentos.

E este jornalista tão premiado (que na minha opinião não merecia o Prêmio
Jabuti, mas sim o Prêmio Jaburu) sequer teve o procedimento ético de se
redimir e assinar uma matéria corrigindo a manchete do JB. Sequer se
preocupou com as conseqüências que tal reportagem poderiam causar a uma
adolescente de 15 anos de idade.

Por um lado foi bom. Graças a jornalistas com ele resolvi seguir a
carreira. Hoje curso o sexto semestre de Jornalismo na Umesp, e meu
objetivo é provar a esses ditadores da imprensa marrom que é possível fazer
jornalismo com ética."
 

A resposta de Luiz Maklouf:
 
 

A versão acima - contada dez anos (!) após a publicação da reportagem -
não corresponde aos fatos. A primeira a ser procurada, por mim e pelo
fotógrafo José Carlos Brasil, foi a mãe de Lurian, no hospital em que
trabalhava. Ela concordou com a entrevista e nos levou à escola em que a
filha estudava. Não a encontrando, levou-nos para a casa de sua mãe, avó
de Lurian. Ao chegar da escola , Lurian, sua mãe e sua avó deram
entrevista e foram fotografadas pelo José Carlos Brasil. Lurian foi
buscar o álbum com os recortes de reportagens sobre o pai famoso. As
fotos publicadas, dela e da mãe, mostram , claramente, a felicidade da
menina em finalmente tornar público que Lula era seu pai. O motorista
que nos acompanhou foi o Ferrerinha, ainda hoje no Jornal do Brasil. Ele
pode testemunhar o trajeto com a mãe de Lurian, entre o hospital, a
escola e a residência da avó. O Lula foi ouvido antes da publicação da
reportagem - na qual constam as declarações que fez. No dia da
publicação, o jornalista Ricardo Kotscho, amigo e assessor de Lula,
deixou uma carta para mim, na redação da sucursal de São Paulo, do
Jornal do Brasil. Diz a carta:
"Caro Maklouf
Vim aqui pra te cumprimentar pessoalmente sobre a belíssima matéria
sobre a filha do Lula. E aproveitar para pedir desculpas pela reação
emocional que ele teve ao lfalar com você pelo telefone ontem à noite
(...)Parabéns. Abraços. Ricardo Kotscho".
É no mínimo estranho que Lurian tenha esperado dez anos para contar uma
versão que sucumbe diante de todos os fatos - de resto jamais aventada
por quem quer que seja, aí incluído seu próprio pai. Estão aí, para
serem ouvidas, se necessário for, as diversas testemunhas da apuração e
da publicação da reportagem: Ferreirinha, José Carlos Brasil, Ricardo
Setti (diretor da sucursal à época), Ricardo Kotscho e outros. Além, é
claro, da própria reportagem, que fala por si só. Luiz Maklouf Carvalho


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